Um laboratório de pesquisa na Gana foi inaugurado pela empresa de tecnologia americana Google. Esse é o primeiro laboratório desse tipo em todo o continente da África, e tem como objetivo atuar nos problemas socioeconômicos, políticos e ambientais do continente através de inteligências artificiais.

O Google tem se posicionado como uma empresa “AI first” (Inteligência Artificial Primeiro), espalhando seus centros de pesquisa ao redor do mundo em lugares como Tóquio, Zurique, Nova York e Paris. Agora nesta lista, a empresa de tecnologia também conta com o seu centro na África, na capital de Gana, em Acra. A sede no continente africano está funcionando desde o início deste mês (abril) e conta como líder de equipe Moustapha Cisse, fundador e diretor da African Master of Machine Intelligence at AIMS  .

Benefícios das Inteligências Artificiais

As IA pode ser aplicadas diversos setores como agricultura, saúde e educação. Para Moustapha Cisse, o pesquisador responsável pelos empreendimento de inteligência artifical do Google na África, o principal objetivo é fornecer aos desenvolvedores uma pesquisa necessária para construir produtos que possam solucionar os mais diversos problemas que a África enfrenta hoje.


Moustapha Cisse, líder da equipe do Google IA na África

Em uma entrevista para a CNN, Moustapha Cisse contou mais detalhes sobre o laboratório de Inteligência Artificial inaugurado pela Google:

“A maior parte do que fazemos em nossos centros de pesquisa no Google e não apenas em Accra, nós o publicamos e código aberto, para que todos possam usá-lo para construir todo o tipo de coisas. […] Quando fazemos ciência, os resultados de nossa pesquisa, geralmente e esperançosamente, porque é de boa qualidade, vão muito além do que esperamos e esperamos ver as mesmas coisas acontecerem aqui em Acra e em toda a África”.

O Google também tem apoiado programas de pós-graduação em Machine Intelligence no Centro de Instituto de Ciências Matemáticas da África, em Ruanda. Cisse lidera uma equipe de nove alunos vindos de nove países diferentes, como Lesoto, Uganda e Irlanda, entre outros. Dentre eles, estão pesquisadores e engenheiros de software. Essa diversidade, segundo Cisse, é importante para que os africanos estejam na vanguarda das soluções para os problemas em seu continente.

Para Moustapha Cisse, o centro se envolve diretamente com os pesquisadores das mais diversas universidades africanas. Além dos subsídios fornecidos para os estudantes interessados ​​nos diversos campos sobre IA, também são oferecidas bolsas de estudos para que estes estudantes se tornem PhDs.

Além disso, um continente com mais de 2000 dialetos merece ser melhor servido. Por isso, uma das funções do centro também será o aperfeiçoamento do Google Translate para capturar as línguas africanas com mais precisão.

Com boas expectativas, a meta do senegalês Moustapha Cisse é a vinda do Google se juntar ao Facebook e a outras empresas de tecnologias para lançar projetos na África com um olhar mais delicado à crescente população jovem do continente.

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