Na saúde, as tecnologias exibem uma particularidade: sempre encarecem os custos. Processo precisa ser revertido.

com a incorporação maciça de novas tecnologias para o tratamento e a cura de doenças. As demandas são crescentes. O processo de atualização do rol de cobertura obrigatória pelos planos de saúde atualmente em marcha recebeu 956 demandas de inclusão de medicamentos e procedimentos. Destes, 189 estão submetidos a consulta pública.

No Sistema Único de Saúde (SUS), as consultas públicas para análise de incorporação de tecnologias pelo sistema público triplicaram entre 2014 e 2019 – foram realizadas 420 nos últimos 8 anos.

Dispor de mais e modernas alternativas terapêuticas tem resultado em custos cada vez mais altos para a saúde, o que muitas vezes gera efeitos contrários aos pretendidos. As inovações acabam encarecendo muito os procedimentos e ficando limitadas a parcelas restritas de pacientes. As melhores práticas mostram que a incorporação de novas tecnologias precisa ser baseada em análise de tecnologia em saúde (ATS), ou seja, em critérios rigorosos de custo-efetividade, eficácia e resolutividade.

A pandemia causada pelo novo Corona vírus tornou as discussões sobre incorporação de novas tecnologias ainda mais prementes no País, porque os governos estarão às voltas com sérias restrições fiscais ao longo dos próximos anos, a renda disponível da população tende a continuar caindo, e o mercado de trabalho caminha para uma maior informalidade, afetando a capacidade de contratação de planos de saúde privados.

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