Pesquisadores do Centro Nacional de Doenças Cardiovasculares de Pequim, na China, desenvolveram um método de detecção de condições cardíacas utilizando inteligência artificial e técnicas de deep learning.

Superando métodos existentes, o estudo detectou 80% dos casos de doenças cardíacas com precisão através de uma simples selfie e informou a ausência de condições com taxa de acerto de 61%. Mais de mil pacientes de nove hospitais chineses passaram por avaliação.

Zhe Zheng, vice-diretor da instituição e principal autor do artigo publicado no European Heart Journal, comemora a conquista. A equipe envolvida espera que a novidade possa ser utilizada para facilitar a vida das pessoas, que precisariam apenas tirar fotos e enviá-las para clínicas antes de marcarem consultas.

Apesar das expectativas, ainda há muito o que fazer. “O algoritmo requer mais refinamento e validação externa em outras populações e etnias”, explica Zheng. Isso porque a ferramenta procura características faciais específicas, incluindo afinamento ou desgaste auditivo, rugas, vincos no lóbulo da orelha, depósitos amarelos ao redor das pálpebras e anéis brancos nebulosos nas bordas externas da córnea – o que pode variar muito de um paciente para o outro.

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